É porque sou ácido também, é porque corroo os ouvidos alheios. É porque não sou santa.

o que te cura?

É porque sou ácido também, é porque corroo os ouvidos alheios. É porque não sou santa.

peitomorto:

"me perdendo dentre outras pernas, espalhando meu suor em outros peitos. e fui tentando deixar cada pedaço de mim em cada corpo, e nem lembrei que já tinha me deixado por completo na sua cama, nas suas paredes. nos seus becos e vielas."

(vía etiopy)

"Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. Sentir tudo de todas as maneiras. Sentir excessivamente, porque todas as coisas são, em verdade, excessivas. E toda a realidade é um excesso, uma violência, uma alucinação extraordinariamente nítida. Que vivemos todos em comum com a fúria das almas, o centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas. Que são as psiques humanas no seu acordo de sentido."
Álvaro de Campos  (via indubio)

(Fuente: , vía indubio)



Sólo el viento sabe mi nombre

Me atreví a soñar
y ahora estoy viviendo sin saber,
improvisando sobre el escenario
ante un público que espera demasiado de mí.

Deambulo por la ciudad
recopilando nombres de calles
y observando rostros desconocidos
que esconden diferentes historias.

Allí me refugio en el anonimato
y soy tan sólo lo que los demás
creen que soy,
vago perdida y sin nombre, sola
entre la multitud,
mientras siento en mis muñecas
las cadenas del compromiso y la rutina.

Doy un paso, otro,
y quisiera que fuese el viento
el único que dictara mi camino.

Improviso ante cada puerta y espejo
y entonces comprendo que la vida
dura sólo un segundo
y parpadear está de más.

© Celia Gómez, 2011

Eu perdi o voo

Hoje minha mãe acordou cedo. Varreu a casa, lavou a louça, terminou de arrumar as malas, fez barulho e me acordou. “Dia bom, filha” ela disse. Seria um dia bom. 
Durante alguns meses mamãe planejou mentalmente o que faria quando reencontrasse a família. Aquele sol…ah, aquele sol de rachar a cuca! O vento a levantar poeira por entre as rugas de sua pele, o leite fresco daquela vaca, os filhos dos sobrinhos pedindo presente como se mamãe fosse o novo noel. Ela gostava, queria. Apesar do rancor, sempre lhe apertou o peito estar longe da mãe. Mamãe sempre fala de minha avó com amor, mas com um nó na garganta pelo carinho que lhe faltou. Já quis dizer a minha vó que mamãe merece muito mais, porque quando fala das surras que tomou o que lhe dói - até hoje - é a pitada de desprezo em cada uma. Como não pôde perceber os cachos de delicadeza de minha mãe? É um anjo essa mulher, minha avó! Um anjo moreno, sorridente e salpicado de sardas. Ah se soubesses quão boa mãe ela é… Queria guarda-lá numa daquelas caixinhas de música, sabe? Mas ela não é tão mais pura, nem pequena, tão pouco contente. Quando quer chegar perto da senhora ela vai mansa, querendo um colo compreensivo e mãozinhas enrugadas passeando em seu cabelo pra ver se ameniza essa dor que ganhou durante a vida. Ah… será que logo a senhora tão sã, tão racional e boa de vista não consegue enxergar?

Minha vó, temo pelo derradeiro dessa situação, a gota que transbordará essa lagoa tão serena. Essa mulher que já apanhou tanto, em casa, na rua, chicotes de desprezo alheio, de desamor, de palavras de gente amargurada, essa gente que não soube valorizar sua preciosidade, essa mulher é de verdade e sangra todo dia. 

Não vá embora sem acarinhar a existência dessa mulher, não vá sem dizer que ela é o complemento de meu avô, aquele homem que tornava-se miúdo ao lhe ouvir falar, mas que é justamente por isso que a senhora a ama, por ser um pedaço daquele honroso homem. Diga que amou seu marido, seu companheiro, que ama seus filhos, netos e bisnetos. Diga por ela e por minha madrinha, aquela quase índia, uma linda quase índia.

Hoje minha mãe acordou cedo e chorou.

(laguerison)

ô louis…

(Fuente: marinapopova)